domingo, 12 de maio de 2013

A importância da adolescência



A atual situação dos adolescentes infratores tem suscitado diversas manifestações acerca de tema tão profícuo. Aqui e alhures, quando se discute o porquê de o índice de criminalidade nas grandes cidades estar aumentando exponencialmente e se tem notícia de que cada vez mais menores são cooptados por criminosos para a prática de crimes, justamente por serem eles (os menores) penalmente inimputáveis, deveras, percebe-se que a impunidade é a pedra-de-toque a justificar essa questão. Não obstante, vale consignar que se faz necessário, antes mesmo de se enfrentar o tema amiúde, discutir-se melhor a própria noção histórica daquilo o que a modernidade passou a chamar de “adolescência”.

Neste diapasão, vale relembrar artigo publicado na Revista Psicologia Política (Alves, Pedroza et al., 2009), no qual os autores – citando Palácios (2007) – destacam que a adolescência “(...) é um fenômeno típico do século XX, facilitado pelo prolongamento da vida humana e pela necessidade de uma formação cada vez mais longa para o trabalho”, de forma que é nesse período transitório que os alicerces para o futuro adulto deverão ser fortalecidas. Destarte, a comunidade adulta deveria responsabilizar-se por esse indivíduo, impedindo que interesses escusos atuassem sobre ele, e assegurando que sejam cumpridos os objetivos supostamente legítimos da sociedade adulta, religiosa e trabalhadora (Alves, Pedroza et al., 2009).

A propósito, não seria heresia alguma dizer que a maioria dos estudiosos concorda que é na adolescência que se revela a fase de rebeldia, crise e conflitos, que, muitas vezes, acomete o adulto em formação e que, se não for devidamente cuidada, sem dúvida alguma, pode ensejar que esse jovem transgrida para o caminho tortuoso do crime. Assim, se depreende o importantíssimo papel que a família e a escola devem ter para dar assistência ao menor – no dia de hoje -, de maneira que o mesmo não acabe se tornando pauta do noticiário de amanhã, tornando-se parte das estatísticas criminais que tanto preocupam a população das grandes cidades brasileiras. 


Alves, Cândida; et al. Adolescência e maioridade penal: reflexões a partir da pscologia e do direito. Rev. psicol. polít. vol.9 no.17 São Paulo jun. 2009.

Palácios, Jesus. (1990). Introdução à Psicologia Evolutiva: história, conceitos básicos e metodologia. Em Coll, C., Palácios, J. e Marchesi, A. (Orgs.), Desenvolvimento psicológico e educação: psicologia evolutiva. Vol. 1, Porto Alegre: Artes Médicas.
 



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